Sabores da Bahia no dia a dia de Anguera: o que provar
A cozinha de Anguera é a mesma que alimenta o interior da Bahia há gerações: feijão de corda, mandioca, carne de sol e queijo coalho no prato de todos os dias, com os doces de festa completando a mesa. Quem visita a cidade come como se come em casa de família baiana.
Este guia apresenta os sabores que o visitante encontra em Anguera e na vizinha Feira de Santana, referência gastronômica do Centro-Norte Baiano.
Os pratos do cotidiano
A base da alimentação no interior baiano é simples e saborosa. O feijão de corda, de caldo encorpado, acompanha arroz, farinha de mandioca e carne de sol desfiada ou assada na brasa. A macaxeira — como a mandioca é chamada no Nordeste — aparece cozida, frita ou transformada em tapioca e beiju.
O queijo coalho, produzido nas fazendas da região, vai ao espeto nas festas ou é servido em fatias com melado de cana. No café da manhã, o cuscuz de milho com manteiga de garrafa é presença quase certa.
Mesa típica do interior baiano
| Prato | Base | Quando aparece |
|---|---|---|
| Feijão de corda | Feijão verde-corda cozido | Almoço do dia a dia |
| Carne de sol | Carne bovina curada | Almoço e festas |
| Queijo coalho | Leite de vaca coalhado | Lanches, espetos de festa |
| Cuscuz de milho | Flocos de milho | Café da manhã |
| Baião de dois | Arroz com feijão e queijo | Refeições de família |

Doces e frutas da estação
Nas festas, a cocada, o pé de moleque e o bolo de milho dividem o espaço das barracas. Nas feiras livres, as frutas do sertão e do agreste chamam atenção pela fartura: manga, cajá, umbu, mangaba e pinha, conforme a safra.
- Cocada e pé de moleque: clássicos das barracas de festa.
- Bolo de milho verde: presença garantida nas festas juninas.
- Umbu e cajá: frutas ácidas do semiárido, ótimas em sucos.
- Melado de cana: acompanhamento tradicional do queijo coalho.
Onde provar
Em Anguera, as lanchonetes e restaurantes da sede servem o prato feito do interior. Nas festas da padroeira e juninas, as barracas da praça são a melhor amostra da cozinha local. Em Feira de Santana, a poucos quilômetros, o visitante encontra desde bares tradicionais a restaurantes de cozinha baiana completa, com acarajé e moqueca.
A regra é uma só: chegue com fome. A mesa baiana do interior não economiza no sabor nem na quantidade.